Categoria: Cultura

  • ParkShopping Canoas terá agenda de atrações culturais infantis gratuitas nos domingos de agosto

    ParkShopping Canoas terá agenda de atrações culturais infantis gratuitas nos domingos de agosto

    A programação cultural infantil do ParkShopping Canoas terá sequência, em agosto, através do projeto Park Cultural. Todo domingo, sempre às 15h, um espaço especial do shopping, no Piso L3, será dedicado a receber atrações de teatro musical, mágica e contações de histórias a fim de alegrar as crianças. O acesso é totalmente gratuito.

    A agenda será aberta, neste domingo, 03 de agosto, com “O Sol que Tirou Férias”. A sessão de contação de histórias e muita interação com o público é baseada no livro “Acorde o Sol, Don Aderbal!”, de Monika Papescu, que aborda aventuras, superação e a importância das amizades. Dia 10, no domingo seguinte, tem “Cadê o Botão de Desligar”, outra sessão de contação de histórias baseada no livro de Jane Angel, que é repleta de surpresas, curiosidades e muita diversão.

    Na segunda quinzena, já no dia 17, a atração é de teatro musical, com “Cantando com o Cuidado que Mancha”. O espetáculo estrelado por Raquel Grabauska e Claudio Veiga retoma sucessos das mais de duas décadas do Cuidado que Mancha, como “Família Sujo” e “O Natal de Natanael”, que já encantaram crianças de várias gerações. A agenda de agosto se encerra com mágica, no dia 24, com o show do mágico Dudu. A apresentação multimídia promete encantar os pequenos com brincadeiras, interação e ilusionismo. Todas as atrações têm classificação livre.

    Park Cultural em agosto

    Datas: Aos domingos

    Horário: 15h

    Local: ParkShopping Canoas – Piso L3, próximo à C&A (Av. Farroupilha, 4545)

    Programação:

    03/08 – Contação de Histórias: O Sol Tirou Férias

    10/08 – Contação de Histórias: Cadê o Botão de Desligar

    17/08 – Cantando com o Cuidado que Mancha

    24/08 – Show de Mágica com Mágico Dudu

  • O Silêncio das Urnas

    Iniciava-se mais um período do Processo de Eleições Diretas (PED) no Partido dos Trabalhadores. O segundo turno se anunciava como novo capítulo de um processo democrático construído a muitas mãos. Eis que, de súbito, surgem as notícias: acordos foram firmados entre os candidatos e suas respectivas correntes. Aparentemente, tudo em nome da unidade. Mas que unidade é essa que nasce à revelia do voto?

    As eleições sempre foram — e deveriam ser — o ápice da democracia. E o Partido dos Trabalhadores, desde sua fundação, orgulhou-se de ser a exceção que não confirma a regra: o único partido que realiza eleições diretas para seus diretórios municipais, estaduais e nacional. Um partido de massa, de base, que carrega em sua história o suor dos operários, o grito das mulheres, o punho cerrado da juventude, o canto dos povos do campo e da cidade.

    No entanto, agora, um acordo fechado nos bastidores do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre cala a militância. De uma hora para outra, os filiados e filiadas — aqueles e aquelas que enfrentaram filas, discutiram teses, panfletaram nas praças e carregaram as bandeiras nas costas — perderam o direito de votar no segundo turno. Não por vontade própria. Não por falta de engajamento. Mas por força de um acerto entre lideranças que decidiram dividir os mandatos como se fossem fatias de um bolo.

    Onde está a democracia que tanto defendemos? Onde foi parar o princípio do “um petista, um voto”? De que vale todo o processo, toda a mobilização, se a escolha final é feita por cima, nas mesas de negociação?

    Houve-se muito falar em unidade. Em pacificação. Em composição. E, claro, é sempre louvável buscar consensos. Mas que consensos são esses que prescindem da consulta à base? Que construção é essa que começa com a porta fechada para a militância? A democracia não é feita apenas de discursos bonitos, mas de práticas concretas. E o que se viu foi o contrário disso.

    É nesse momento que o partido precisa se olhar no espelho. Relembrar de onde veio. Reafirmar seus princípios. Porque não se trata apenas de uma eleição. Trata-se da confiança que cada militante deposita ao vestir a camisa do PT. Trata-se de respeitar a trajetória de quem acreditou, mesmo quando era mais fácil desistir. Trata-se de preservar a alma do partido: a participação.

    Não é tempo de fazer política como sempre foi feita. É tempo de reafirmar o que sempre nos diferenciou. Porque sem base, não há direção. Sem voto, não há legitimidade. E sem democracia, não há Partido dos Trabalhadores.

    Que este silêncio das urnas ecoe como um chamado. Que sirva de alerta. E que, na próxima esquina da história, possamos escolher não o caminho mais curto, mas o mais justo.

    Porque no PT, quem manda é a base. Ou, pelo menos, deveria ser.