Categoria: Cultura

  • Batucada Brasileira é tema do Carnaval do Bloco da Velha 2025

    Batucada Brasileira é tema do Carnaval do Bloco da Velha 2025

    Organização estima público de 60 mil pessoas reunidas no entorno da Maesa, em Caxias do Sul

     

    A Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul e a Secretaria Municipal da Cultura de Caxias do Sul apresentam a 13ª edição do Carnaval do Bloco da Velha que, neste ano, homenageia os ritmos e instrumentos percussivos nacionais com o tema Batucada Brasileira, elemento essencial em nossas manifestações culturais. O Bloco prevê reunir cerca de 60 mil pessoas.

    A folia está marcada para o dia 2 de março, das 14h às 21h30min, no tradicional endereço: Rua Dom José Baréa, no entorno da antiga Maesa. A entrada, aberta ao público, será pelas ruas Treze de Maio e pela Tronca, esquina com a Vereador Mario Pezzi. O evento é totalmente gratuito e aberto à comunidade.

    O músico Dan Ferretti comandará a Banda Bloco da Velha, que promete agitar o público com sonorização potente distribuída pela rua. Além disso, a Bateria Bloco da Velha, com 15 integrantes, fará apresentações para levar ao público a magia da batucada brasileira. A festa alvissareira também contará com uma setlist de ritmos nacionais do DJ Jorge “Mono” de Jesus. O grupo Dance Tudo, coordenado pelo dançarino Rodrigo Scherer, será o responsável por tornar o dia ainda mais divertido, juntamente com a bem-humorada personagem vivida pelo ator Davi de Souza, a Bastiana.

    Nesta edição, o camarote tem muitas novidades: o ingresso único dá direito a todos os benefícios Open Bar e Open Food. O espaço oferece maior conforto e, além de comidas e bebidas incluídas, conta com banheiros exclusivos, tablado, áreas de sombra e muito mais. E não para por aí: agora o camarote abrirá às 11 horas, antes do início oficial do Bloco, com uma feijoada e roda de samba para ir aquecendo os tamborins. Os ingressos começam a ser vendidos ao meio-dia de domingo, dia 26/01, no valor promocional de R$ 250,00, no site Minha Entrada. A partir do dia 27, segunda-feira, também poderão ser adquiridos na Livraria Do Arco da Velha ou com os comissários do evento.

     

    Serviço

    O quê: Bloco da Velha 2025 – 13ª edição – Batucada Brasileira

    Quando: 2 de março, domingo, das 14h às 21h30min

    Onde: Rua Dom José Baréa, no entorno da antiga Maesa

     

     

    Realização: Do Arco da Velha Livraria e Café
    Patrocínio: Supermercados Andreazza e Racon Consórcios
    Produção: Personnalite Eventos

    Financiamento: Pró-Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e Lei de Incentivo à Cultura de Caxias do Sul

  • Ansiedade escolar: psiquiatra explica como identificar sintomas e ajudar crianças no retorno às aulas

    Ansiedade escolar: psiquiatra explica como identificar sintomas e ajudar crianças no retorno às aulas

    Especialista alerta para os impactos emocionais e físicos desse período e destaca estratégias para pais e alunos

    Com o fim das férias escolares, o início de um novo ano letivo traz uma mistura de expectativas e desafios para muitas crianças e adolescentes. Embora para alguns esse seja um momento empolgante, para outros, as incertezas podem desencadear sintomas de ansiedade. Segundo Mariana Uebel, médica da VS Clinic e PhD em Psiquiatria, é importante que pais e responsáveis fiquem atentos aos sinais e saibam como apoiar os pequenos nessa transição.

    “Sabemos que as crianças não têm tanta facilidade de expressar verbalmente as suas emoções e aquilo que elas sentem. Então, muitas vezes, se expressam através do corpo. Por isso, a ansiedade pode se manifestar de diversas formas, com sintomas físicos como náusea, vômito, diarreia ou distúrbios do sono. Além disso, medos excessivos, baixa no rendimento escolar e recusa de executar atividades antes realizadas também são sinais importantes”, explica Mariana.

    A especialista destaca que crianças que mudam de escola ou que já têm uma predisposição à ansiedade, como no caso de transtornos como TOC ou ansiedade de separação, podem ser mais vulneráveis. Se não tratada, a ansiedade escolar pode impactar o desempenho acadêmico, prejudicar a autoestima e até desencadear problemas emocionais de longo prazo, como depressão. Para lidar com essas situações, Mariana sugere estratégias simples, como visitar a escola antes do início das aulas, conhecer os professores, apresentar um colega que pode ser seu ‘melhor amiguinho’ e introduzir as rotinas da sala de aula, criando uma rotina de adaptação.

    “Quando a criança superar os desafios, elogie. Validar os sentimentos e criar um ambiente de segurança emocional é fundamental”, aconselha. “O cérebro da criança gosta de previsibilidade. Então, falar com ela e repetir várias vezes o que vai acontecer ao longo do dia, valorizando os momentos em que ela estará na escola, motivando-a de forma positiva e também os momentos depois, quando se reencontrará com os pais. Além disso, os pais podem contar histórias que aconteceram com eles, de vulnerabilidade, histórias em que superaram o desafio ou histórias similares de personagens que ela gosta. O que aumenta a resiliência é ter alguém ao nosso lado. Então, os pais podem dar um bilhetinho, um amuleto, uma música para ela cantar enquanto está com saudade, mostrando que sim, os pais estarão presentes, mas de outra forma”, recomenda.

    Nos casos em que a ansiedade persiste e interfere no dia a dia, Mariana afirma que buscar ajuda de um profissional de saúde mental é essencial. “Um psiquiatra pode ajudar a entender a origem da ansiedade e propor um tratamento adequado, considerando a intensidade dos sintomas e a idade da criança”, acrescenta.

    Por fim, a médica lembra aos pais a importância de administrar suas próprias emoções: “As crianças percebem quando estamos nervosos. Estar calmo e disponível é o primeiro passo para ajudá-las a enfrentar esse novo desafio com confiança”, afirma. “Muitas vezes, o que elas mais precisam é de validação. Ajudá-las a fazer planos para lidar com qualquer coisa específica com a qual estejam preocupadas, antecipando os desafios e bolando juntos como resolver os problemas. O principal é colocar-se no lugar da criança, lembrar dos seus primeiros dias de aula, sem desmerecer o que ela está sentindo, ao mesmo tempo em que serve de porto seguro e encoraja o novo desafio que vem pela frente”, finaliza a especialista.