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  • Prova transforma o Aeroporto de Joinville em pista de corrida

    Evento acontece na madrugada do dia 15 de março e combina percurso plano, operação técnica rigorosa e desafio aos atletas

    Joinville, março de 2025 – A poucos dias da largada, a pista de pousos e decolagens do Aeroporto de Joinville voltará a ser usada para algo incomum no dia 15 de março, à 1h30 da madrugada. Pela segunda vez, o espaço operacional será liberado para uma corrida oficial, permitindo que atletas disputem a prova em um ambiente normalmente restrito à aviação. A proposta é simples e direta: oferecer uma experiência esportiva em um local que quase nunca faz parte do calendário de corridas no país.

    Diferente das corridas urbanas, o trajeto será disputado em área operacional aeroportuária, ambiente plano, amplo e contínuo, características que favorecem ritmo constante, mas exigem estratégia, principalmente pelo horário. A prova integra o circuito Santander Track&Field Run Series, realizado em parceria com a Motiva, concessionária responsável pela administração do terminal.

    Segundo a gerente do aeroporto, Elizângela Rosa Bastos, o principal desafio para viabilizar o evento é garantir que a atividade esportiva aconteça sem qualquer impacto à segurança das operações aéreas. Para isso, foi estruturada uma operação técnica com janela exclusiva sem voos, análise formal de riscos, isolamento da área, controle rigoroso de acesso, varredura completa da pista antes e depois da prova e inspeção técnica final para liberação das atividades.

    O corredor João Eduardo Magalhães, 37 anos, participou da edição anterior ao lado de amigos com quem costuma correr e afirma que a prova teve um caráter único. “Foi bem bacana. A gente já corre provas de rua com frequência, mas correr dentro do aeroporto foi totalmente diferente, principalmente pelo horário e por estar ali dentro de um espaço que normalmente não é acessível. Além disso, a organização estava excelente”, relata. Ele conta que já está se preparando para participar novamente neste ano.

    Do ponto de vista esportivo, o horário altera a resposta fisiológica do corpo. O educador físico Bruno Dias de Freitas explica que a largada ocorre no período em que o organismo normalmente estaria entrando em sono profundo, o que pode gerar sensação inicial de lentidão muscular. A orientação é dormir algumas horas antes da prova, manter alimentação leve e fazer aquecimento progressivo para ativar o corpo antes da largada.

    Como o percurso é totalmente plano, a principal estratégia é controlar o ritmo no início e evitar largar acima do limite. Em provas noturnas, atletas que mantêm constância tendem a ter melhor desempenho na segunda metade.

    A etapa abre o calendário nacional de corridas em pistas aeroportuárias promovido pela Motiva ao longo do ano em diferentes cidades brasileiras e reforça a proposta de transformar temporariamente estruturas operacionais em experiências esportivas exclusivas.

    Serviço Data: 15 de março de 2026 Horário: 1h30 Local: Aeroporto de Joinville Distâncias: 4 km e 8 km Inscrições: aplicativo TFSports

     

    Sobre o Aeroporto de Joinville: Serve o norte catarinense com voos regulares para destinos nacionais, sendo fundamental para o setor industrial da região. Está sob administração da Motiva desde março de 2022.

    Sobre a Motiva: Maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, a Motiva atua nas plataformas de Rodovias, Trilhos e Aeroportos. São 39 ativos, em 13 estados brasileiros e mais de 16 mil colaboradores. A Companhia é responsável pela gestão e manutenção de 4.475 quilômetros de rodovias, realizando cerca de 3,6 mil atendimentos diariamente. Em sua plataforma de trilhos, por meio da gestão de metrôs, trens e VLT, transporta anualmente 750 milhões de passageiros. Em aeroportos, com 17 unidades no Brasil e três no exterior, atende aproximadamente 45 milhões de clientes anualmente. Primeira empresa do Brasil a integrar o Novo Mercado, a Companhia está listada há 14 anos no hall de sustentabilidade da B3.

    Mais informações à imprensa: imprensa.joi@motiva.com.br

     

  • Mulheres são maioria entre os mestres e doutores formados pela Unesp e cada vez mais influentes nas atividades de pesquisa

    Outros indicadores positivos envolvem aumento da presença feminina na direção de unidades universitárias e nas coordenações de cursos e de programas de pós; dados refletem políticas de equidade adotadas nos últimos anos

    A reitora Maysa Furlan, da Unesp — crédito: ACI Unesp

    Levantamento realizado pelo Escritório de Gestão de Dados (EGD) da Unesp aponta que, atualmente, as mulheres são maioria na graduação e na pós-graduação da Universidade e também as principais líderes em grupos de pesquisa: 831 dos 1.296 grupos de pesquisa com sede na Unesp registrados junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em 2025 possuem líderes femininas, ou 64% do total.

    Hoje, mulheres ocupam 52,8% das vagas oferecidas nos cursos de graduação da Unesp e 54,7% nos cursos de pós-graduação stricto sensu, sendo maioria também entre os alunos titulados no mestrado e no doutorado, segundo o EGD. O ano de 2026 é o segundo da gestão da reitora Maysa Furlan, a primeira mulher a ocupar o posto nos 50 anos de história da Universidade Estadual Paulista (1976-2026).

    Em entrevista ao Jornal da Unesp, embora reconheça muitos desafios a serem superados, conforme mostrou recentemente o Index da Igualdade de Gênero nas Universidades Públicas do Estado de São Paulo, a reitora reconheceu que a Universidade está navegando em um ambiente mais propício para que todas possam contribuir com pesquisas, com a adoção de políticas institucionais em prol da equidade de gênero.

    “Se as mulheres querem uma ascensão ao cargo de professora associada e depois de professora titular, que possam planejar isso e encontrar aqui na Unesp um espaço acolhedor”, afirma a reitora Maysa Furlan. “Estamos em um novo tempo, preparando a Universidade e os caminhos para que todas as pessoas, especialmente as mulheres, possam encontrar um ambiente forte e consolidado em questão de oportunidades”, diz.

    Nos últimos anos, a Unesp apresentou crescimento na distribuição de mulheres ocupando a diretoria de unidades universitárias e ascendendo ao posto de docentes titulares. As mulheres se destacam como coordenadoras dos cursos de graduação (50,8%) e também atingem um patamar importante nas coordenações dos cursos de pós-graduação (45,4%).

    “A Academia Brasileira de Ciências demorou mais de 100 anos para eleger como presidente uma mulher, a professora Helena Nader. A Fapesp existe há mais de 60 anos e nunca teve mulher no cargo de direção. Fiquei feliz por a Unesp ter completado seus 50 anos com uma mulher na Reitoria”, diz a professora Patrícia Morellato, pesquisadora líder do CBioClima, o primeiro Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fapesp com sede na Unesp.

    O CBioClima liderado por Patrícia Morellato, ligado ao Instituto de Biociências do câmpus de Rio Claro da Unesp, tem como foco estudos em biodiversidade tropical e mudanças climáticas. Lá, a força de trabalho conta com 56,3% de mulheres bolsistas e estagiárias. “O CBioClima abriga uma proporção de pesquisadores associados e bolsistas mulheres maior do que a de homens. Isso não foi forçado, mas é algo estimulado”, diz a cientista.