Autor: Thiago Soares

  • Fujitsu investe em capacitação feminina e incentiva presença de mulheres no setor de climatização

    Fujitsu investe em capacitação feminina e incentiva presença de mulheres no setor de climatização

    Historicamente associado à presença masculina, o setor de climatização começa a ganhar novas perspectivas com o avanço da participação feminina em funções técnicas e estratégicas. Atenta a esse movimento, a Fujitsu General do Brasil tem investido em iniciativas de capacitação voltadas para mulheres, buscando ampliar o acesso ao conhecimento técnico e incentivar a atuação feminina no segmento.

    Desde 2019, a empresa realiza treinamentos exclusivos para mulheres, criados a partir da própria demanda das participantes. A proposta é oferecer um ambiente mais acolhedor para aprendizado, no qual elas possam tirar dúvidas, trocar experiências e aprofundar conhecimentos técnicos sobre instalação, manutenção e especificação de sistemas de ar-condicionado.

    Nos treinamentos regulares da marca, a presença feminina também vem crescendo. Atualmente, as mulheres representam 10% dos participantes, número que evidencia o aumento do interesse por cursos técnicos de climatização. Ao longo dos treinamentos, é possível observar perfis variados: desde profissionais que atuam diretamente em campo realizando serviços técnicos até mulheres que trabalham nas áreas comercial, administrativa, de compras e vendas, além de aquelas que já coordenam equipes técnicas.

    De acordo com a Fujitsu, um dos principais desafios ainda enfrentados pelas profissionais é a percepção histórica de que o setor é predominantemente masculino. Mesmo assim, a presença feminina vem se consolidando gradualmente e trazendo contribuições importantes para o mercado.

    “As mulheres têm demonstrado um olhar muito atento para aspectos como qualidade, durabilidade e eficiência dos equipamentos, além de desempenharem um papel decisivo na orientação e recomendação de produtos. Essa participação contribui para elevar o padrão técnico do setor e fortalecer a relação de confiança com os clientes”, destaca Leandro Silva, coordenador de assistência técnica da Fujitsu.

    Na edição mais recente do treinamento exclusivo, realizada no centro técnico da marca, participaram 28 mulheres. Durante as aulas, foram abordados temas como especificação técnica de equipamentos, apresentação do line-up de produtos, cálculo de consumo energético em kWh, seleção de sistemas multi split e testes de componentes.

    Segundo a empresa, um dos principais resultados percebidos após os treinamentos é o aumento da confiança das participantes na apresentação e recomendação das soluções da marca. Além disso, as turmas exclusivas favorecem a troca de conhecimento entre as profissionais, criando uma rede de apoio e desenvolvimento dentro do setor.

    Com centros de treinamento dedicados à qualificação técnica de instaladores e profissionais de climatização — como o espaço inaugurado recentemente no Rio de Janeiro, dentro da loja Clima Rio — a Fujitsu reforça seu compromisso com a formação de mão de obra especializada e com o fortalecimento do mercado no país

    A empresa também avalia a ampliação de iniciativas voltadas ao público feminino, como a criação de novas turmas exclusivas e outras ações de capacitação, com o objetivo de incentivar cada vez mais a participação das mulheres no setor de climatização.

     

  • Mulheres que fazem a diferença nos bastidores do Oceanic Aquarium

    Mulheres que fazem a diferença nos bastidores do Oceanic Aquarium

    Elas trabalham no manejo de grandes espécies e estão à frente do cuidado diário de animais como tubarões, jacarés e sucuri

    No Dia Internacional da Mulher, o Oceanic Aquarium em Balneário Camboriú (SC), destaca profissionais que mostram, na prática, que mulheres não só podem trabalhar com animais considerados perigosos, como fazem isso muito bem. Com preparo técnico, treinamento constante e protocolos rigorosos de segurança, elas estão diariamente no manejo de espécies como tubarões, jacarés e sucuri.

    Camila Moraes é oceanógrafa e pelo menos três vezes por semana mergulha no habitat para alimentar os tubarões e as moreias. Além disso, ela também realiza a limpeza do recinto, atividade essencial para manter a qualidade ambiental e o bem-estar dos animais. O trabalho exige conhecimento profundo sobre comportamento animal, atenção permanente e domínio técnico para atuar com grandes predadores de forma segura.

    Já as biólogas Bruna Oliveira e Edilene Brandli, enfrentam desafios que muitos consideram assustadores. Três vezes por semana, elas alimentam jacarés e ainda realizam a pesagem dos animais, procedimento fundamental para o acompanhamento da saúde e do desenvolvimento dos répteis. Cada etapa do manejo é planejada e executada com estratégia e segurança. Edilene também trata e condiciona as lontras.E você teria coragem de entrar no recinto da sucuri com mais de 4 metros? Pois a Julia Molina tem! A bióloga é responsável pela alimentação e limpeza do recinto da Celeste, que mora com algumas raias de água doce. O manejo da serpente exige atenção, preparo e experiência.

    Você já se perguntou como funcionam os bastidores de um aquário gigante? Bárbara Rodrigues, bióloga, ocupa um cargo tão importante quanto os colegas de equipe. O trabalho dela é manter o SSV (Sistema de Suporte a Vida) funcionando e os mais de 350 mil litros de água dos aquários em perfeitas condições. O Sistema é um conjunto de equipamentos que mantém o aquário funcionando como um ambiente natural, garantindo água limpa, oxigenação, temperatura adequada e filtragem para a saúde dos animais.

    A equipe técnica tem 18 especialistas, e onze são mulheres. E a Juliana Formágio, veterinária e Gerente de Operações Técnicas é quem comanda o time: “_A parte da igualdade é a gente poder ocupar os mesmos espaços, né? Então, os colaboradores, eles podem se destacar por suas características, suas competências, por suas áreas de interesse e não pelo gênero_”.

    No aquário, elas mostram que lidar com espécies de grande porte e potencialmente perigosas não tem a ver com força ou gênero, mas com preparo, responsabilidade e paixão pela conservação. Além de profissionais qualificadas, elas são referência e inspiração para que outras mulheres ocupem, com orgulho, todos os espaços que desejarem