Categoria: LANÇAMENTOS

  • Miss Universo Brasil e a preservação da Arara Azul

    Miss Universo Brasil e a preservação da Arara Azul

     

    Preservação, cuidado com o nosso planeta. Essa é a mensagem que a nossa Miss Universo Rio Grande do Sul e Brasil 2023, Maria Brechane, está levando para o mundo.
    A homenagem da Miss Universo Brasil, Maria Brechane, à Arara Azul leva não somente o encanto da ave, mas mostra a diversidade do Brasil, tanto cultural, quanto as riquezas de nosso país. O traje mostra um misto de alegria, herança indígena e festas culturais, num retrato de nossa Amazônia e festivais folclóricos.
    A Arara Azul é um pássaro que se destaca pela beleza, tamanho e comportamento. Atualmente, a ave encontra-se ameaçada de extinção, devido à caça, ao comércio clandestino (tráfico de animais) e à degradação de seu habitat, em decorrência do desmatamento.
    Para levar a luta de sobrevivência da Arara Azul, Maria mostra duas versões da ave, incluindo a Arara Canindé, evidenciando a diversidade que encanta a quem visita a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica.
    Por gerar grande visibilidade, a arara-azul é uma espécie-bandeira do Brasil. Para sobreviver, essa ave necessita da preservação de toda uma cadeia de espécies, além de grandes extensões de área em bom estado de conservação. Cuidar do planeta, está em nossas pequenas atitudes, de não jogar lixo no chão, nos rios ou até mesmo em reciclar seu lixo. Pequenas atitudes como esta ajudam a melhorar o planeta.
    A ideia do estilista amazonense Helerson Maia, na escolha do traje típico, é evidenciar a poderosa mensagem da responsabilidade coletiva de preservar e proteger estes animais e as demais maravilhas naturais, que fazem do Brasil um tesouro nacional.

    Artista: Helerson da Maia

    Fotos: Raffa Rodrigues

  • O que podemos aprender sobre a Gestão com a Copa?

    O que podemos aprender sobre a Gestão com a Copa?

    Logo após o término da partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de Futebol Feminino, as minhas redes sociais e meu WhatsApp ficaram inundados de perguntas sobre a eliminação da equipe brasileira. Não tenho amplo entendimento técnico e tático de nenhuma modalidade. Prefiro, na verdade, não conhecer com profundidade essas competências, para não opinar ou gerar julgamentos que me atrapalhem no processo de ajudar as comissões técnicas, com a gestão emocional do grupo, e o atleta, com a preparação mental, por isso irei opinar baseado no que a psicologia do esporte e da liderança, no que dizem os estudos científicos e na minha prática dentro de clubes, empresas e seleções.
    Até hoje ajudei seis técnicos e suas equipes em competições nacionais e internacionais. Tenho participação em duas Copas do Mundo, com a base feminina sub-20, em 2016, e masculina sub-17, que veio a conquistar a Copa do Mundo em 2019, mais duas conquistas de brasileiros femininos e campeonato mundial de ginástica. Não alcançamos o objetivo em apenas um dos casos, mas os atletas estavam há quatro meses sem receber seus salários e, mesmo assim, com a ajuda da comissão técnica, conseguimos fazer os atletas focarem nas competições. A sorte não nos ajudou com três bolas na trave no jogo decisivo, e digo para você, esse foi o trabalho que mais me orgulho, pois não é nada fácil ter foco na competição quando a carteira está vazia.
    O que posso dizer para vocês, sobre a Seleção Brasileira, está ligado diretamente à preparação mental e o quanto é importante blindar a mente de qualquer negatividade, para manter o foco e a concentração. Somos seres energéticos e transmitimos aquilo que estamos pensando, através de atitudes e comportamentos. O atleta não deve se expor, para não quebrar a parte energética que leva à determinação e à vontade de vencer. Você pode achar que não, mas tirar fotos com a seis estrelas é algo gravíssimo, do ponto de vista emocional, prova disso é a maneira que os adversários jogam contra o atleta que antes do início da competição divulga imagens na internet. Sei que o atleta não fez por mal. Ele mesmo diz que era para demonstrar confiança, mas temos que sempre pensar no impacto que isso causa no adversário, prova disso é a maneira com que os atletas da equipe oponente chegam nele em jogo, com agressividade e, em muitos casos, com uma força desproporcional. Veja o caso do CR7 e Messi, o adversário chega duro, forte, mas com lealdade, dificilmente vemos esses dois atletas lesionados.
    Outro ponto são as dancinhas para o gol. Dizer que tem mais de 20 coreografias já prontas é algo que concentra a energia na festa e não no desempenho, além de despertar a ira e raiva, aumentando a competitividade

    do adversário, que são de culturas que acreditam que isso é uma agressão e uma tremenda falta de respeito. Basta perceber a postura da Croácia contra o Brasil e contra a Argentina, um time totalmente diferente. Sempre digo, o que não ajuda, mesmo sendo divertido, atrapalha. É melhor, nesses casos, não fazer. É o caso do bife com ouro, que foi motivo de críticas nas redes sociais dos atletas. Isso mexe com a cabeça, o atleta não concorda com o ataque do torcedor e acaba ficando triste, chateado ou irritado, tudo isso atrapalha a concentração na competição. Um outro exemplo era o sono dos atletas. Vimos postagens em horários que em Doha era madrugada e dia ou noite no Brasil. Do ponto de vista neurofisiológico, é um problema gravíssimo. O sono é o primeiro dos pilares absolutos para o controle mental. São raros os atletas, assim como Romário e Renato Gaúcho, que entravam em campo sem dormir à noite e faziam a diferença no outro dia. Em competições assim, é preciso muita disciplina e, até mesmo, tomar meditas drásticas, como é feito na base, recolher o celular. Um outro ponto que trago é a maior preocupação em agradar a todos do que manter o desempenho. O jogo contra Camarões foi prova disso. Penso que sim, estrategicamente temos que poupar uma ou outra peça, mas tirar os atores principais do palco diminui a concentração e a competitividade.
    Essa Copa mostrou que, quando decidirmos realizar algo, é preciso estar atento aos detalhes. Penso que a parte mental no futebol erroneamente é definida somente pela autoconfiança do atleta. O ser humano é mente, alma e biologia. Nós, como líderes, devemos entender cada vez mais dessas coisas se quisermos uma equipe capaz de superar os obstáculos que a vida nos apresenta.