Henrique Fogaça, um chef com olhar empreendedor

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Leci da Silva
26/07/2022
Tempo de leitura: 5 minutes

Henrique Aranha Fogaça, paulista de Piracicaba, com 48 anos completados no último dia 1º de abril, filho de João Gilberto Seghesi Fogaça e de Maria Luisa Aranha Fogaça, nosso entrevistado é pai de Olívia, João e Maria Letícia. O Chef Henrique Fogaça recebeu a Revista Diário de Bordo para satisfazer algumas curiosidades de nossos leitores, como a seguir se vê:

Diário de Bordo – Henrique Fogaça, chef, restauranteur, empresário, apresentador, jurado, escritor, músico, ativista, motoqueiro, tatuado, pai de família! Conte-nos um pouco como cada uma destas atividades/situações entrou em sua vida e eventual influência de uma(s) em outra(s).

Henrique Fogaça – A parte de músico, ativista, motoqueiro e tatuado veio num pacote só, o do hardcore. Sou roqueiro desde criança, adotando esse estilo de vida para todas as áreas da minha vida, o que se reflete até no nome dos meus negócios. Já na parte profissional, tudo se originou da minha profissão de chef de cozinha. Fazia faculdade de arquitetura e estava morando sozinho em São Paulo, portanto, comecei a cozinhar por necessidade. Peguei gosto pela coisa, fui atrás de profissionalização e tornei isso o meu ganha-pão. Com o tempo, construí meu próprio restaurante, e, com esse reconhecimento, veio o convite do Masterchef. Todas essas ocupações se entrelaçam umas com as outras.

Diário de Bordo – Quando está recolhido ao seu lar, só com a esposa ou com toda a família, você cozinha?  Qual a comida preferida do esposo/pai de família nesta situação?

Henrique Fogaça – Quando tenho tempo, sim. Gosto de uma comida mais caseira, simples, mas bem-feita, como um tradicional prato brasileiro de bife, batata, arroz, feijão e salada.

Diário de Bordo – Vinte anos já lhe deram bastante experiência e, com certeza, muitas lições.  Fale-nos de algumas destas lições e da importância delas para a continuidade de sua carreira e de seu sucesso.

Henrique Fogaça – Aprendi várias lições, mas uma das mais importantes é confiar no meu trabalho. Quando decidi largar uma vida mais estável para virar chef, que na época parecia incerto, tive que ter confiança em mim mesmo e no meu potencial. Deu certo, então aprendi que esse é um dos elementos para o sucesso.

Diário de Bordo – Quais suas profissões/atividades anteriores à gastronomia?  Houve alguma influência delas em sua cozinha?

Henrique Fogaça – Já fui bancário, office boy, trabalhei em locadora de vídeo, em imobiliária, em supermercado, em feira de roupas, como segurança e fiz panfletagem de shows de hardcore, mas decidi largar tudo para começar na gastronomia, que era a minha paixão. Apesar de serem áreas bem distintas, acredito que essa experiência me deu uma boa cabeça para os negócios.

Diário de Bordo – A Banda “Oitão”?  Qual a relação entre sua música e a elaboração de seus pratos?

Henrique Fogaça – O estilo de vida roqueiro está presente em tudo o que eu sou e o que faço. Tanto o Oitão quanto a gastronomia partem de uma necessidade de me expressar, de produzir algo, então acredito que estejam, de certa maneira, entrelaçados. Elaborar um prato é um pouco como compor uma música, você coloca um toque da sua personalidade ali, ao mesmo tempo que respeita os ingredientes e elementos externos para criar um produto harmônico.

Diário de Bordo – Em decorrência de um problema de saúde na família você conheceu o CBD (canabidiol) e, pelos resultados alcançados por sua filha Olívia, virou um ativista em favor de tal medicamento.  Qual sua intenção com a criação do Instituto Olivia?  Qual o objetivo do Instituto Olivia?

Henrique Fogaça – Com o Instituto Olivia pretendo auxiliar famílias que passam pela mesma situação, mas que não possuem meios de buscar o tratamento. Ainda estamos construindo o Instituto, mas a ideia central é essa.

Diário de Bordo – Uma mente como a sua deve estar sempre procurando novidades!  O que podemos esperar de Henrique Fogaça para um futuro próximo?  E para um futuro mais distante?  Algum projeto de longo prazo?

Henrique Fogaça – Tenho vários projetos pela frente, entre eles o Instituto Olivia, e a apresentação do Oitão no Rock In Rio. É a nossa primeira vez no festival. Já fomos muitas vezes como fãs de outras bandas, então é uma emoção enorme tocar no palco que nossas referências já estiveram. Estreamos o Masterchef 2022, tem novidades do Cão Véio, que está com nova unidade, em SP, pretendo abrir mais um Sal Gastronomia…  muita coisa…

Diário de Bordo – Dentre nossos leitores temos muitos apaixonados pela culinária.  O que o Chef Fogaça pode deixar de mensagem/dica para os mesmos?

Henrique Fogaça – Aprendam a cozinhar e ensinem os seus filhos a fazê-lo. Cozinha é autonomia, é a liberdade de você controlar o que consome e ajustar tudo ao seu paladar.