Marcas e aprendizados pós Covid – 19

Eu sempre procuro saber o que de positivo as situações, vivências e pessoas imprimem na minha vida. E quando acontece algo inesperado, e jamais desejado como a Covid – 19, ainda acredito ter algo de positivo. Aprendizado, experiência e como lidar com medos e incertezas. Quando testei positivo e precisei me isolar na suíte do apartamento, assustei. O isolamento foi o que de pior aconteceu, associado a falta de ar. e os 3 primeiros dias de muita apreensão. Comecei a me questionar a serviço do que aquilo tudo estava acontecendo. Acredito que para eu ter a certeza que sou um ser social. Não consigo ficar só. Foi muito angustiante. Tive a certeza que ficar segregado a um pequeno espaço me faz muito mal. E lembrei que alguns amigos já me disseram que eu me daria bem num reality. Nunca! Seria expulso nos primeiros dias. Ou pediria para sair. Preciso do outro. Muito e sempre! Assim, pedi ajuda a minha amiga Katiane Marques que ouviu amigos que também passaram pela Covid – 19 e conversei com nossa colega Soraia Hütten. Vejam o que foi revelado. E você? Já teve corona? O que aprendeu? Conte para a gente pelo e-mail bebeto@diariodebordo.net

“Testei positivo em outubro de 2020 e tive sintomas leves. O ensinamento que pude extrair dessa experiência horrível é da importância do tratamento precoce. Procurar atendimento médico logo nos primeiros sintomas pra que a medicação prescrita impeça a evolução da doença até os pulmões. Nunca deixei de usar máscara, lavar as mãos e usar álcool em gel, e mesmo assim esse inimigo invisível me surpreendeu. Hoje, redobro meus cuidados e não vejo a hora da vacina chegar para todos. Penso que os trabalhadores autônomos e micro empresários também deveriam ser prioridade no calendário de vacinação”.

Roselaine Mendes – 54 anos, advogada.

 

” Nesta segunda fase eu estou mais arredia do que a primeira vez. Tenho ficado mais em casa. Mais resguardada. A gente percebe que alguns valores mudam. Estou procurando dar rumo para algumas coisas que antes me incomodavam, mas estavam paradas. Uma das coisas que vou voltar a fazer assim que for liberado é fazer trabalho voluntário no Instituto do Câncer Infantil. Estou sentindo mais do que nunca a necessidade de estender a mão para o outro de verdade. É um momento de muita fragilidade para quem gosta da vida e das relações interpessoais”

Soraia Hütten – 50 anos, colunista social.

 

 

 

“Passar pela covid19 ainda que sem sintomas físicos, me mostrou a importância da boa relação e convivência familiar. Cumpri o isolamento corretamente pra evitar a contaminação de terceiros. Sigo com os cuidados recomendados pelas autoridades de saúde”.

Cezar Veleda – 54 anos, contador.

 

 

 

 

 

“Ficar bem depois da covid me lembrou que somos pequenos e não temos o controle de tudo. Que precisamos repensar nossa existência e impactos que causamos. Aprendi muito sobre pensar no coletivo, que mesmo sendo uma só, tenho uma responsabilidade social enorme. Sempre é possível tirar algo bom de coisas ruins”.

Bárbara Pietoso – 23 anos, estudante universitária.

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