Candidatos ao Senado RGS debatem mudanças e melhorias na área da saúde

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Leci da Silva
15/09/2022
Tempo de leitura: 5 minutes

O evento reuniu sete postulantes ao cargo no Teatro AMRIGS que  durante uma hora e meia, os candidatos ao cargo de Senador pelo Rio Grande do Sul apresentaram suas propostas e posicionamentos no Debate AMRIGS Eleições 2022, promovido em parceria com a Rádio Guaíba e jornal Correio do Povo, sobre temas em diversas áreas que envolvem o estado. O debate foi realizado no Teatro AMRIGS na tarde desta quarta-feira (14/09) e contou com a participação de sete postulantes à única vaga disponível no pleito eleitoral. Estiveram presentes os candidatos em ordem alfabética: Ana Amélia Lemos, Comandante Nádia, Hamilton Mourão, Maristela Zanotto, Olívio Dutra, Professor Nado e Sanny Figueiredo.

De acordo com as regras eleitorais, foram convidados aqueles que têm a representação mínima exigida na Lei 9504, artigo 46 (siglas com menos de cinco parlamentares eleitos em 2018, podendo ser a soma de deputados e senadores não são obrigados a serem convidados). O primeiro bloco foi dedicado à pergunta elaborada pelos jornalistas da Rádio Guaíba. No segundo e quarto bloco os postulantes, com tema livre, perguntaram entre si, com ordem definida em sorteio.

No terceiro bloco foi feito o questionamento da Associação Médica do Rio Grande do Sul na temática da saúde. O presidente da AMRIGS, Dr. Gerson Junqueira Jr., questionou aos candidatos a respeito do Projeto de Lei que autoriza e disciplina a prática da Telessaúde em todo o território nacional. O PL foi aprovado recentemente pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal. A Telessaúde é definida como a modalidade de prestação de serviços à distância, por meio da utilização das tecnologias da informação e da comunicação. Essas tecnologias envolvem, entre outros aspectos, a transmissão segura de dados e informações por meio de textos, sons, imagens e outras formas consideradas adequadas.

Opiniões dos candidatos sobre o tema Telessaúde levantado pela AMRIGS:

 Ana Amélia Lemos: “Quem trabalhou no Ato Médico e no Revalida, como eu, sabe muito bem a importância disso. Essa medida vem democratizar o acesso a exames de alta complexidade, numa era de tecnologia essa medida vem para auxiliar nesse processo de atendimento. É muito melhor o contato médico-paciente, mas nem sempre isso é viável dadas as distâncias e dificuldades de acesso que podem existir”.

Comandante Nádia: “A saúde deve ser tratada de uma forma integrada, e a tecnologia deve estar presente. Por óbvio, a telemedicina veio beneficiar principalmente os pacientes. Tivemos em Porto Alegre, o Teleoftalmo na Restinga, fazendo com que uma fila de mais de um ano fosse reduzida. Ou seja, o paciente teve atendimento de uma forma mais ágil, resguardada a autonomia e privacidade, é claro”.

Hamilton Mourão: “É algo que vem sendo discutido há bastante tempo. Temos condições de fazer isso avançar. É importante para interromper o ciclo da ambulancioterapia, evitando que pacientes tenham de se deslocar por longas distâncias. É claro que é preciso debater e manter atenção com a forma como o paciente vai ser atendido. Será um grande avanço para a qualidade da saúde”.

Maristela Zanotto: “A saúde é direito de todos. Pagamos muito caro os impostos para ter a saúde que temos em nosso Estado e no nosso país. Muitas vezes me questionei se não era melhor eu pagar um plano de saúde, até pelo aperto que passamos na pandemia. Então, optei em ir para fila do SUS. Daí a gente entende a realidade da nossa saúde. Sou muito a favor de toda tecnologia e ciência que venha ajudar”.

Olívio Dutra: “Temos de reforçar o SUS, inclusive com a alta tecnologia da telemedicina levando em conta os critérios que façam com que o médico se sinta confortável usando algo que não esfrie a sua relação com a pessoa. Os médicos e profissionais da saúde que sofreram tanto com o negacionismo e a desinformação, poderão servir mais de perto quem precisa de atendimento”.

Professor Nado: “Observo com muita reserva esse tema. Pela primeira vez vimos a superação de estudantes à distância na comparação com estudantes presenciais. Considero que a tecnologia é essencial. No entanto, precisamos pensar muito bem o que fazer. Um professor, hoje, é substituído por um instrutor. Fico imaginando a possibilidade de substituir um médico”.

Sanny Figueiredo: “O teleatendimento é muito importante no sentido de que precisamos zerar filas. Nós, que somos da comunidade, sabemos o quanto é difícil aguardar o posto de saúde abrir, na chuva ou frio de manhã cedo. É preciso levar isso em consideração. Sempre fomos parceiros da ciência e tecnologia e sempre tivemos essa preocupação.”

O debate foi promovido pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), Rádio Guaíba e jornal Correio do Povo, com transmissão ao vivo pela rádio (FM 101.3 e AM 720) e canal da AMRIGS no YouTube. A gravação pode ser conferida no

link https://www.youtube.com/c/AMRIGSoficial