Cultura do Cancelamento

Diário de Bordo
01/04/2022
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Desde os movimentos de cancelamentos expostos a partir de situações mostradas no Big Brother Brasil e outros realitys, o tema “Cultura do Cancelamento” vem se propagando e as causas dessas mobilizações, muitas vezes, estão ligados a causas e sentimentos de justiça. Esse dito “cancelamento” pode ser visto como um modelo de punição por meio de comentários e Unfollow (palavra do idioma inglês e significa “não seguir” na tradução literal para a língua portuguesa).

Segundo, Alison V. Marques, jornalista, MBA em Marketing Digital e mestre em Administração; o cancelamento existe há muito tempo, mas em níveis e compreensões diferentes do que a gente conhece e vivencia hoje. Iniciou por volta de 2017, quando houve o movimento #MeToo (movimento contra o assédio sexual e a agressão sexual), que denunciava assédio sexual e o abuso  contra mulheres.

Nesse interim, a pergunta é: Quais são as consequências da cultura do cancelamento?

Para quem sofre o cancelamento os sentimentos e sensações podem ser de invisibilidade, perda de posição ou prestígio, entre outros, levando a situações como depressão, ansiedade, solidão, fracasso, incapacidade de realização, entre outros.

No âmbito educacional, em virtude do amplo acesso às redes sociais, a cultura do cancelamento pode influenciar os adolescentes e essa situação torna-se preocupante, uma vez que o assunto está diretamente ligado à intolerância. O fato de não saberem as consequências e danos pode gerar atitudes negativas a quem pratica e principalmente a quem sofre.

A dica, nesse sentido, é falar sobre o assunto com adolescentes, filhos, alunos e até crianças, pois vivemos a era das redes sociais e de alguma forma, poderemos estar expostos, seja através das nossas redes particulares ou de nossas opiniões.  Muitas vezes uma atitude que julgamos como sendo “correta”, mas no entendimento do outro, pode não ser, pode ser considerada errada, inapropriada, fora dos padrões e a consequência, o cancelamento.

por Fabiani Fortes